O secretário-chefe da Casa Civil, Mauro Carvalho, avaliou que se caso houver a aprovação do plebiscito por parte da Assembleia Legislativa para a população votar sobre qual seria o melhor modal para Cuiabá, o gasto com dinheiro público por parte do Governo seria enorme.

Ainda sem falar em valores, mas sim tratando o assunto com possibilidade de mais demora para a conclusão do assunto, Carvalho confirmou que qualquer tipo de votação gerará despesas para o Executivo. Criar um plebiscito entre VLT e BRT, segundo ele, não é tão simples como se parece.

“Plebiscito, não é tão simples assim. Nós temos que ver que tem regras estabelecidas por lei para serem colocadas e ainda para criar vai gerar despesa enorme. E isso é dinheiro público”, pontuou.

Carvalho ainda completa dizendo que já teve diversas pesquisas em que o veículo preferido para a implantação em Cuiabá e Várzea Grande é o BRT. “Tem pesquisa que dá aprovação para o BRT. Várias pesquisas de respeito. Fazer plebiscito é uma falta de respeito com os que participaram dessa audiência”, completou.

Sobre a Audiência Pública realizada na tarde de quinta-feira (4) na Assembleia Legislativa, o porta voz do governo sustenta que foi uma falta de respeito ‘orquestrada’ para amparar e ouvir apenas um lado, que nesse caso foi o do prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro. Na avaliação de Carvalho, houve sim politicagem armada.

“Avaliação por parte do governo é de que faltou respeito. Fomos convidados para um evento de forma virtual, o convite é oficial, não recebemos qualquer comunicado de que seria presencial. Mas tratamos a audiência com respeito, apresentamos estudos técnicos. A gente achou que era para ser técnico, e que após a apresentação, por parte das pessoas presentes, seriam feitos questionamentos, sugestões, perguntas. O Rafael Detoni fez sua apresentação. Mas a falta de respeito foi tamanha que o prefeito nem o ouviu. O Emanuel logo que iniciou a apresentação foi embora e o Rafael não respondeu nada. Vimos politicagem armada, combinada e sem efetividade”, declarou Mauro Carvalho.

O secretário da Casa Civil também lamentou a fala do deputado Valdir Barranco, que se defendeu dizendo que ele deu várias entrevistas avisando sobre a audiência pública.

“Eu vou mandar a cópia do convite, lembrando que a audiência pública foi aprovada pelos deputados para ser de forma remota, através de link e pelas redes sociais. Em nenhum momento foi falado em presencial. Lamentável também foi a forma que ele me respondeu, dizendo que foi na imprensa e em entrevista ele avisou da audiência. Só se ele está criando outra formalidade com o governo via imprensa, eu nunca vi essa modalidade. Outra coisa que muito me estranha é que o pessoal de Várzea Grande não estava presente. Que comunicação é essa? Não sei se é uma tentativa, mas é politicagem muito baixa”, declarou.

Por último, Mauro disse que o governo está de portas abertas para discutir o assunto. “O governo continua de portas abertas ao diálogo, não muda nada. A prefeitura a qualquer momento que se dispor pode fazer parte do grupo de trabalho para debater isso”, concluiu.