As clínicas de vacinação privadas em Mato Grosso não têm previsão de curto para entrar na campanha de imunização contra a covid-19. Inicialmente, as doses de vacina serão ofertadas exclusivamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS), seguindo o planejamento do Ministério da Saúde. 

A diretora-executiva do Sindicato dos Estabelecimentos de Serviços de Saúde de Mato Grosso (Sindessmat), Patrícia West, diz que existe a expectativa de que a rede privada entre na campanha neste ano, desde que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorize o comércio de vacinas. 

“É preciso ressaltar que a rede privada não está em competição com a rede pública; ela será um serviço complementar para acelerar a fila de espera do SUS. Então, enquanto não houver vacinação na rede pública, é muito difícil que haja vacina na rede privada”, comenta. 

Segundo a diretora, a tendência é que as clínicas privadas ofertem vacinas autorizadas pela Anvisa, o mercado não deve ficar restrito somente às que forem compradas pelo Ministério da Saúde. O que irá regular será o índice de eficácia dos imunizantes.  

Vacina indiana

Na semana passada, a Associação Brasileira de Clínicas de Vacinas (ABCVAC) entrou em negociação com a farmacêutica Indiana Barhat Biotech por cinco milhões de doses da Covaxin. Hoje, a farmacêutica anunciou acordo com uma empresa brasileira. 

A quantidade de doses para o Brasil não foi divulgada, mas a empresa afirmou que a prioridade será do setor público. Conforme Patrícia West, a associação deverá ser a intermediária entre as farmacêuticas e as clínicas privadas no Brasil. 

“Isso não significa que podemos estipular data, seria puramente chute. De novo, ressalto que a prioridade será da rede pública, mas que acredito que ainda neste ano a rede privada entre na campanha de forma suplementar”, disse. 

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