A PEC da reforma da Previdência, que seria apreciada em primeira votação nesta quarta (17), acabou sendo retirada de pauta porque o líder do governo, deputado estadual Dilmar Dal Bosco (DEM), não conseguiu contabilizar os 15 votos necessários para aprovação. Como a base governista contabilizou apenas 14 votos, o presidente da Assembleia, Eduardo Botelho (DEM), adiou a apreciação para sessão extraordinária marcada para a próxima segunda (22).

 apurou que se a reforma da Previdência entrasse em pauta hoje, 9 deputados votariam contra. Além dos oposicionistas, a lista inclui integrantes da base governista.

A lista dos contrários tem Lúdio Cabral (PT), Valdir Barranco (PT), Elizeu Nascimento (DC), João Batista (Pros), Delegado Claudinei (PSL) e os governistas Janaina Riva (MDB), Doutor João (MDB), Paulo Araújo (PP) e Faissal (PV). O deputado Thiago Silva (MDB) também votaria contra, mas como está com o Covid-19, se licenciou e foi substituído pelo secretário estadual de Agricultura Familiar Silvano Amaral (MDB), que acompanhará a base governista.

 Os deputados da oposição ainda acreditam que é possível contabilizar os votos de pelo menos outros dois colegas. São eles, Doutor Eugênio (PSB) e Doutor Gimenez (PV).

 A PEC passou pela CCJ no mês passado. A oposição bate duro, sob argumento de que a PEC prejudica os servidores. Um dos pontos considerados polêmicos é o da mudança da idade mínima à aposentadoria voluntária, sendo de 62 anos para as mulheres, e de 65 anos para os homens. Já o servidor será aposentado compulsoriamente aos 75 e com proventos proporcionais ao tempo de contribuição.