Um levantamento parcial feito pela Secretaria Estadual de Saúde (SES) aponta que em Mato Grosso foram identificados quase 4 mil novos casos de hanseníase, em 2019. Entretanto, esses dados ainda não são absolutos, pois os balanço oficial só deve ser divulgado em março, quando todos os municípios finalizarem o número de registro.

Ainda segundo os dados da SES, o município com maior número de registros é Sinop, a 503 km de Cuiabá. Seguido por Peixoto de Azevedo, com 309 notificações e Juína, com 277. A capital do estado ocupa a 4ª colocação, com 265 novos casos.

De acordo com uma pesquisa internacional A pesquisa PEP Hans aponta que o Brasil ocupa a 2ª posição entre os países que registraram casos novos da doença.

Quanto mais cedo for feito o diagnóstico da Hanseníase, mais resultado terá o tratamento — Foto: Reprodução/TV TEM

Quanto mais cedo for feito o diagnóstico da Hanseníase, mais resultado terá o tratamento — Foto: Reprodução/TV TEM

Distrito da Guia

Do total de casos registrados em Cuiabá, a maior parte se concentra no Distrito de Nossa Senhora da Guia, onde foram diagnosticados mais de 40 novos casos, em 2019, segundo a enfermeira responsável pela unidade de saúde do local, Juliana de Arruda Pinheiro.

Segundo ela, foram registrados casos em crianças menores de 15 anos. Para o Ministério da Saúde, a manifestação da doença em crianças é considerada grave, pois o bacilo demora para iniciar a atividade, Dessa forma, quando uma criança é diagnosticada com a doença, significa que adquiriu o vírus muito pequena.

Inclusive com criança menores de 15, que é considerada uma situação grave. Isso significa que é porque conviva com alguma adulto com uma carga alta de transmissão da doença. A manifestação da doença demora, pode chegar de 5 a 10 anos para que o bacilo comece a se manifestar.

Nestes casos, todos os membros da família são examinados para descoberta de outros portadores e assim, impedir a evolução da doença. Ela alerta que, quanto mais cedo a hanseníase for diagnosticada, mais resultado terá o tratamento.

De acordo com a enfermeira, não há surto da doença, entretanto, a falta diagnostico e esclarecimentos colaboram que o vírus continue se espalhando. O programa de ‘busca ativa’ desenvolvido pelos agentes de saúde tem permitido a descoberta de novos casos.

Ela explica que, dos casos diagnosticados no Distrito da Guia, a maioria apresenta sintomas que nem sempre são característicos da hanseníase, mas que podem ser confundidos com outras patologias.

O tratamento da hanseníase é totalmente gratuito e o medicamento só existe na rede pública de saúde. A partir da primeira dose supervisionada o paciente deixa de ser transmissor da doença.

G1