A Prefeitura de Colniza, a 1.65 km de Cuiabá, decretou situação de calamidade pública no município por causa do baixo número de efetivo policial, que, segundo as autoridades, resultou no aumento da criminalidade no município.

O prefeito de Colniza, Jesineison de Aguiar Brandão (PRB), justificou o decreto de calamidade pelo aumento de crimes graves registrados na região. Ele diz que o problema é devido à falta de policiais civis na região.

Jesineison inclusive assumiu a prefeitura em 2017, depois do assassinato de Esvandir Mendes, que tinha acabado de assumir o cargo.

Pelo menos outros dois moradores, incluindo um professor, foram brutalmente assassinados a tiros em Colniza desde então.

O prefeito afirma que a falta de profissionais se deve às aposentadorias ou remanejamentos e não houve abertura de novos concursos públicos, o que prejudica as investigações e tem causado impressão de impunidade de criminosos.

Já a baixa no número de policiais militares impede o patrulhamento ostensivo em áreas urbanas e rurais, o que também gera a sensação de insegurança da população.

O prefeito reforçou que ao decretar calamidade pretende chamar atenção de deputados e do governo federal, para que o Poder Executivo de Mato Grosso lance novos editais de concursos públicos para a polícia civil e para que sejam recrutados novos policiais militares em Colniza.

A reportagem entrou em contato com a Secretaria Estadual de Segurança Pública, mas ainda não recebeu retorno.