A cassação da senadora Selma Arruda (PSL) pelo Tribunal Regional do Trabalho (TRE) reacendeu a discussão sobre quem poderia ocupar o cargo. A senadora permanece na vaga enquanto recorre da decisão, mas isso não impediu que alguns nomes já se posicionassem sobre o caso, como Carlos Fávaro (PSD), que afirmou ser candidato em uma possível eleição.

Ele faz parte do governo de Mauro Mendes (DEM) nas articulações em Brasília e, por isso, pode contar com o apoio do governador em um novo pleito.

Com 434 mil votos na última eleição, Fávaro foi o terceiro colocado, atrás de Selma e Jayme Campos (DEM). Mas, por causa de mudanças na legislação, ele não pode assumir o cargo e novas eleições terão que ser feitas, o que foi inclusive confirmado pelo TRE. Mesmo sem uma previsão para a realização do novo pleito, as articulações já começaram a ser feitas entre os partidos.

“O Fávaro é seguramente um grande candidato, porque teve uma performance boa. Teve o meu apoio lá e tem todas as condições de ter o nosso apoio agora. Não tem porque mudar isso e não vejo nenhum fato novo para mudar o meio apoio”, avalia Mendes.

Apesar da afirmação de que o apoio a Fávaro continua, o governador esclareceu que o assunto ainda não foi tratado dentro do partido. “Não houve discussão de nenhum grupo político, essa decisão foi proferida na quarta-feira (10). Não se pensou nisso ainda, nós não vivemos só para pensar política. Se realmente configurar uma eleição, ela volta a ter uma nova dimensão e aí sim nós vamos aprofundar as discussões”.

O caso da cassação da senadora, primeiro do tipo no país, ainda deve passar pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), onde a parlamentar deve recorrer da decisão. Mendes duvida que a decisão seja revertida em uma instância superior. “Temos que respeitar todas as instâncias, mas 7 a zero, eu acredito que o TRE fez isso em cima de dados. Pelo placar acredito que houve fatos robustos e irrefutáveis”.

O governador também reforçou que independente da medida que for tomada, é preciso que seja rápida, para que o estado não fique com um senador a menos. “O Senado é a instância federal que garante a isonomia dos Estados. Ali nós temos paridade com 3 senadores para cada estado do Brasil. Se houver a confirmação de nova eleição, eu espero que Mato Grosso não fique prejudicado na sua paridade com os demais estados. E aí caberá a solução à luz da legislação vigente e que os juízes se pronunciem o que poderemos fazer”.